O sismo de 1755
O Terramoto de Lisboa em 1755 (Reid, 1914), que provocou cerca de 30.000 vítimas mortais (Mendonça, 1758), levou à devastação da capital, devido ao efeito combinado do sismo e do maremoto e incêndio que se seguiram.
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Isossistas do terramoto de 1755, segundo Moreira, (1984)

 
 

 

A localização da fonte sísmica de 1755 não é bem conhecida, tendo diferentes autores proposto focos sísmicos separados por várias centenas de quilómetros.

Após a ocorrência do sismo de 1969 no Banco de Gorringe, a SW de Portugal Continental, esta passou a ser a localização melhor aceite para o evento de 1755.

Contudo, a comparação das isossistas para estes dois eventos mostra que esta hipótese não explica completamente as observações. As intensidades reportadas em Lisboa e cidades vizinhas são muito altas (MMI IX-X, segundo Moreira, 1984), apesar da distância considerável ao Banco de Gorringe.

A investigação levada a cabo pela equipa do projecto levou a uma nova interpretação para as intensidades muito altas registadas na região do Vale do Tejo durante o Terramoto de 1755.

Vilanova e Fonseca (submetido) propôem que estas se devem à ocorrência, alguns minutos depois do sismo no mar, de um sismo local induzido na zona do Vale do Tejo (M6.5 a M7).

Vários epicentros propostos para o Terramoto de Lisboa em 1755